Gravação em 4K

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O Ultra HD (4K) é a tecnologia que garante telas com resolução de 3840 x 2160 pixels, totalizando 8.294.400 pixels no painel da TV. O Full HD, por exemplo, tem um total de 2.073.600 pixels. O  espaço de armazeneiro deixa cada vez mais de ser um problema: cartões de memória com mais capacidade e o armazenamento na nuvem só crescem, o que significa que até algumas gravações de maior duração podem ser guardadas em algum dispositivo.

Melhores cores mesmo após conversão

Um conteúdo em 4K que é reduzido para reprodução em 1080p tem uma qualidade melhor do que uma gravação nativa neste mesmo Full HD.

No croma subsampling do 4K, em 4:4:4, a qualidade é notável mesmo após redução de resolução. O segredo está no processo de transporte de cores de uma resolução para outra, o chamado chroma subsampling. De forma extremamente resumida, quando isso ocorre durante a conversão, cada pixel resultante continua carregando o mesmo “valor” de cores de antes (sample 4:4:4, contra 4:2:0 em outros casos). Ou seja, há muito mais cores captadas pelo 4K, que fazem a diferença mesmo após a redução.

Preservação de memória

Se você tem algumas fitas VHS com gravações caseiras da infância, sabe que a qualidade não é das melhores. A imagem provavelmente está granulada e com falhas e o som é todo cortado, isso se ela tiver sobrevivido até 2017. A questão da durabilidade de uma tecnologia e da “sobrevivência” de materiais é importante: quem gostaria de perder memórias porque a mídia em que ela estava armazenada ficou obsoleta?

Só alguns dos exemplos de cartões que aceitam bastante material e suportam o 4K

 

Gravar hoje em 4K faz com que o conteúdo capturado tenha uma durabilidade bastante considerável. Como essa resolução ainda não é o padrão da maioria dos dispositivos, vai demorar alguns anos até que ela seja padronizada e muitos outros até que ela seja considerada de má qualidade — se é que isso vai acontecer algum dia. As mídias também tendem a melhorar (sem contar o armazenamento em nuvem), o que significa que perder conteúdos é algo cada vez mais raro. Por isso, mesmo que você não assista às suas produções hoje em uma tela 4K, em breve isso deve ser possível e, caso o conteúdo não esteja na melhor qualidade, esse formato pode fazer falta no futuro.

Mais fácil de alterar

Quem trabalha com edição de vídeo ou pretende modificar o conteúdo gravado também tem a se beneficiar do formato. Como há uma quantidade absurda de informações processadas na imagem em 4K (quatro vezes mais que ), isso também amplia as possibilidades de alterações. O vídeo abaixo, feito para promover uma câmera da Panasonic, explica bem esse caso.

Cortes e efeito de zoom na tela (para modificar o enquadramento de uma cena, por exemplo) podem ser feitos mais facilmente e sem comprometer a qualidade de todo o trabalho, já que há uma quantidade bastante considerável de pixels para serem corrigidos ou manipulados. Efeitos como estabilização de imagem e câmera lenta também podem ser aplicados com um resultado muito melhor. Imprimir frames gravados em 4K também garante um retrato aprimorado.

 

Com informações de Techtudo

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